Fundado em 1864, o Diário de Notícias é um dos mais antigos jornais portugueses continuamente em atividade. Muitos consideram o Diário de Notícias (também conhecido pela sigla “DN”) e o Público como os dois grandes jornais de referência em Portugal, inclusivamente acima do Expresso (embora tendo em conta o caráter semanário deste último, e daí o seu posicionamento um tanto diferente).

Arquivo

Mas se é possível colocar o DN a par com o Público, há um elemento que faz a diferença entre ambos: a riqueza do arquivo do Diário de Notícias. Este último foi fundado 126 anos antes do Público, pelo que o seu arquivo é, provavelmente, a mais rica e diversificada fonte de informação sobre a história recente de Portugal. Pelas suas páginas passaram todos os grandes temas e assuntos que causaram tumulto, apreensão e esperança nestes anos de intensa renovação e transformação, como nunca se viu na História da Humanidade.

Do fim da guerra civil americana às Conferências do Casino e à guerra franco-prussiana, da expansão colonial ao clamor do Ultimato e da revolução republicana, o Diário de Notícias tudo cobriu. Os anos terminais da Monarquia, o 5 de Outubro, a Primeira Guerra Mundial e as ditaduras de Pimenta de Castro e Sidónio Pais; os loucos anos 20 e a sucessão de governos, a Ditadura Nacional e o “crash” bolsista de 1929, o Estado Novo e o prelúdio da Segunda Guerra Mundial – isso foi acompanhado a par e passo nas páginas deste jornal. O DN manteve-se como jornal de referência ao longo da Guerra Fria, durante o período revolucionário – com grande polémica na sua direção após o 15 de Março de 1975 – e nos anos seguintes, com a estabilização da democracia e da opção comunitária do país.

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